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O Overtraining – O inimigo silencioso!

O Overtraining

Veja algumas dicas e saiba o que fazer para evitar o Overtraining!

O ano de treinamento está se iniciando, então vale um alerta sobre um mal que NINGUÉM está esta imune, o tal de OVERTRAINING (ou Sobretreinamento – em português). Este se caracteriza por uma profunda queda no desempenho nos treinos ou efeitos de treinamento, ou uma estagnação do desempenho no treino ou efeitos de treinamento ao longo do tempo. Em outras palavras, caso você tenha um ou dois maus treinos, este não estará necessariamente sobretreinado. Mas, se a situação persistir por mais de quatro treinos, as chances são grandes de se estar em sobretreinamento.

O OVERTRAINING RESULTA DE UM DESEQUILÍBRIO ENTRE A QUANTIDADE, INTENSIDADE E FREQUÊNCIA COM QUE ESTRESSES SÃO APLICADOS AO ORGANISMO (OU MENTE), E A CAPACIDADE INDIVIDUAL DE ADAPTAÇÃO.

Pode parecer a princípio algo distante e que não atingirá. AÍ QUE MORA O PERIGO. Basta observarmos o quão frequente é professores extrapolarem no volume de trabalho aplicado sobre o organismo dos clientes. Exercícios demais, séries demais, divisões de treinamento equivocadas que não permitem uma plena recuperação entre as sessões de treino e etc. Leiam, RECUPERAÇÃO PLENA – A “CHAVE” PARA O SUCESSO http://www.facebook.com/photo.php?fbid=10151193831426156&set=pb.647206155.-2207520000.1361098291&type=3&theater

Os fatores que contribuem para o overtraining são geralmente classificados como fatores comportamentais e fatores orgânicos. Coletivamente, os fatores orgânicos estão relacionados à capacidade orgânica de se adaptar ao stress físico aplicado. Geralmente, este stress é severo – mais severo do que o corpo pode tolerar – podendo ser acumulado lentamente. Microtraumas cumulativos não aparecem devidos apenas a um episódio isolado de um stress excessivamente forte aplicado ao corpo, mas sim depois de repetidos episódios destes. Esta é a forma mais comum de overtraining orgânico entre atletas e adeptos da musculação.

O Overtraining Comportamental

Este é o mais perigoso e muito difícil de diagnosticar e ainda mais difícil de curar. Uma vez identificados (se realmente possam ser identificados) os fatores sociais, emocionais, ou psicológicos responsáveis pelos problemas de atitude, nada mais que mudanças no estilo de vida são necessárias para corrigi-los (parece fácil, mas não é!). A FADIGA MENTAL é o termo frequentemente utilizado para descrever o overtraining comportamental, e os sintomas são letargia, ausência de iniciativa, faltar aos treinos, predisposição súbita à lesões, perda da concentração, irritabilidade exacerbada e outras aberrações comportamentais similares. Portanto, a grande luta de um professor de musculação é tentar fazer com que seu cliente mantenha suas metas sempre em primeiro plano na sua mente e seletivamente eliminar os fatores inibitórios da sua vida, desta forma permitindo-o colher os frutos de seus esforços sem interferência, o que nem sempre é possível.

O Overtraining Orgânico

Este apresenta como sintomatologia clara com derivações gritantes em relação à normalidade das funções fisiológicas como aumento da temperatura corporal em situação de repouso, hipo ou hipertensão, bradicardia ou taquicardia repentinas, aumento excessivo das necessidades de sono, perda inesperada e/ou indesejada de massa magra e dores de cabeça frequentes.

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Em ambos os casos o resultado final é o terror de qualquer adepto da musculação; a perda acentuada de massa magra, acúmulo de gordura corporal e lesões! Assim o grande desafio de qualquer professor de musculação é aplicar a quantidade adequada de stress sobre a musculatura e organismo de seu cliente de modo a acelerar o processo construtivo e evitar o processo destrutivo. Por causa de um ego ávido, geralmente envolvido com as necessidades de autoafirmação, tanto o overtraining físico quanto o comportamental são comuns entre os clientes das academias.

O Sobretreinamento pode ser tão devastador para o sucesso de seu cliente quanto o Subtreinamento. No treinamento ideal da musculação andasse literalmente sobre o fio da navalha onde a linha entre o stress adaptativo e o destrutivo é extremamente tênue e na grande maioria das vezes é menosprezado.

Dicas para evitar o Overtraining

– Através de um planejamento cuidadoso, reduza o número de problemas pessoais que possam interferir em seu treinamento.
– Desenvolva um regime de treinamento racional – um que seja construído pela razão e não pelo ego.
– fique atento e ouça seu cliente! Cuidado para não superestressar organismo deste.
– Seguir um Treinamento Cíclico, que é a única maneira segura de evitar os microtraumas cumulativos (pequenas lesões se tornam grandes lesões).
– Mantenha a harmonia com os demais parceiros de academia.
– Aprenda a monitorar suas funções corporais de seu cliente (tais como frequência cardíaca, pressão arterial, etc.).
– Evite a monotonia de treinamento, aplique uma variedade de métodos de exercícios e sistemas ao seu treinamento. Mas, qualquer que seja os métodos ou sistemas que se use, certifique-se de que se ajustem às metas de seu cliente.
– Estabeleça metas a curto prazo, que sejam fáceis de se atingir; consegue-se manter desta forma um bom nível de motivação do cliente e as metas definitivas em breve estarão ao alcance deste.
– PERMITA AO ORGANISMO DE SEU CLIENTE TODAS AS CONDIÇÕES NECESSÁRIAS DE SE RECUPERAR E CRESCER. ALIMENTAÇÃO E SUPLEMENTAÇÃO JUNTAMENTE A PERÍODOS ADEQUADOS DE RECUPERAÇÃO ENTRE OS TREINOS SÃO ESSENCIAIS.

O que fazer?

Uma vez constatada a possibilidade de um quadro de Overtraining estar se instalando, o professor DEVE imediatamente retroceder no volume total de trabalho por grupo muscular e da semana, rever a estratégia dietética de maneira a fornecer uma melhor qualidade e quantidade de nutrientes permitindo dessa forma que as funções recuperativas retornem à normalidade. E MUITA CALMA NA HORA DE VOLTAR A AGREGAR VOLUME DE TRABALHO. O excesso de volume de treinamento é que é o grande perigo nessa hora e sempre!

Em termos práticos, reduza a princípio em 50% o volume do total de séries por grupo muscular e reduza o total de dias de treino na semana. Será muito difícil precisar o tempo que deverá manter tal procedimento, mas a experiência tem demonstrado que dependendo da gravidade do quadro (especialmente se for de ordem comportamental) pode-se levar de 4 a 8 semanas para que as funções orgânicas e ou lesões se recuperem.

Bons treinos e até a próxima!

ATENÇÃO: Este artigo serve apenas para fins informativos e não se destina a fornecer assistência médica. Este artigo possui autorização do autor.

Sobre o autor

Eder Lima

Preparador Físico Particular e Consultor Técnico de Atletas de Alto Rendimento em Diversas Modalidades Esportivas; Consultor para montagem, organização e normatização técnico administrativa para academias; Consultor em Coaching Corporativo; Ex-docente em cursos de graduação, extensão e pós-graduação nas cadeiras de: Biomecânica, Cinesiologia, Musculação e Neurofisiologia. Pós-graduado em PREPARAÇÃO FÍSICA e MUSCULAÇÃO, UGF. 1994 portador do CREF. G/MG 01232.

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