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Existem exercícios contraindicados?

Existem exercícios contraindicados

Afinal, existem exercícios contraindicados na musculação?

Queridos leitores, vou ser bem direto na resposta e vou explicando o motivo durante o artigo: CLARO QUE NÃO! Na realidade EXISTEM PESSOAS CONTRAINDICADAS!!! Aqui começa uma de minhas maiores “guerras”, primeiramente com a mídia ignorante que publica “opiniões” de pessoas sem o menor conhecimento de causa condenando esse ou aquele exercício alegando que “fazem mal pra essa ou aquela estrutura do sistema musculoesquelético”.

A natureza dotou-nos de um sistema musculoesquelético absolutamente perfeito, que sob a ótica da BIOMECÂNICA é capaz de suportar cargas aparentemente absurdas aos olhos de leigos, mas tal sistema em função do desuso, mau uso e/ou abuso sofre e pode apresentar falhas! Entretanto, num olhar mais profundo veremos que a responsabilidade, na verdade, não é da mídia e sim de profissionais da Educação Física absolutamente incapazes de fazer uma prescrição exercícios correta que respeite as LIMITAÇÕES MOMENTÂNEAS de cada indivíduo e que com o decorrer do treinamento sejam corrigidas! Infelizmente, o dia a dia dentro de uma sala de musculação tem me mostrado exatamente o contrário e cada vez mais sou obrigado a assistir verdadeiros atentados contra a integridade física das pessoas. Resultado disso? Invariavelmente aparecem as tão frequentes lesões de joelhos, coluna e ombros em alunos das academias e somos obrigados a ler e ouvir que agachamento acaba com os joelhos e a coluna, stiff “detona” com a lombar, puxada por trás da cabeça no pulley alto ou desenvolvimento de ombros com barra por trás da cabeça “destroem” os ombros!!!

Pior do que isso, algumas academias no intuito de “preservar o bom nome no mercado”, PROÍBEM que estes e mais um grande número de exercícios sejam prescritos! E não posso culpá-las por tal atitude, não!

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ATENÇÃO AGORA ALUNOS DAS ACADEMIAS, PROFESSORES E PERSONAIS! O que pode ser feito para mudar tal quadro? Primeiramente, deveria ser obrigação das academias oferecer uma ÓTIMA AVALIAÇÃO FUNCIONAL! Infelizmente, graças a uma “certa lei” que obriga os alunos apresentarem um “atestado médico” antes de se matricular, muitas academias oferecem uma avaliação medíocre, a preço de banana que não servirá para nada! Gente, já vi um HOMEM aparecer em uma academia com um atestado médico de um GINECOLOGISTA. Fala sério! Obviamente, que a unida classe médica (deveríamos aprender isso com eles) precisa se proteger contra qualquer problema que possam vir a ter em razão de tais atestados, e qual a saída jurídica pra isso? Simples, no atestado vem constando: …”NO MOMENTO dessa consulta o paciente se encontra em perfeitas condições físicas e apto à prática de exercícios”, ou seja, o que acontecer fora “daquele momento” não é mais responsabilidade do médico! Mas não se enganem que uma avaliação ideal queira dizer fazer composição corporal, medidas e ergometria, estes são parâmetros de controle de evolução fisiológica apenas.

O que interessa de fato é a parte postural onde o aluno é avaliado por um FISIOTERAPEUTA (“cada macaco no seu galho”, tenho ouvido muito isso quando professores de Educação Física criticam médicos e outros profissionais de saúde falando sobre exercícios). E não tentem me convencer que o professor de Educação Física está apto a fazê-lo porque nenhum currículo acadêmico das faculdades do país contempla NA PROFUNDIDADE DEVIDA ISSO!

Tal avaliação postural deve ser feita primeiro de forma estática, com o aluno parado onde se busca detectar alterações do eixo postural nos diferentes planos e depois de forma dinâmica onde os padrões de movimento globais e segmentares são observados buscando padrões alterados e possíveis agentes causadores de lesões.

E AINDA ENCONTRAMOS UM GRANDE NÚMERO DE ALUNOS E PROFISSIONAIS QUE ACHAM BOBAGEM AVALIAR E PIOR AINDA TER QUE REAVALIAR!!! Que lindo, não é? Como se isso não bastasse, começa o segundo problema, a incapacidade profissional de muitos professores em analisar e utilizar de forma correta os parâmetros de uma avaliação na hora de elaborar um “programa de treinamento” e no momento da primeira passagem do programa em sala com o aluno usar o bom senso de fazer as alterações necessárias dos exercícios para que melhor se adequem a este. Sem tudo isso, onde vamos parar? Essa é a questão!

É isso, bom treino a todos e até a próxima!

ATENÇÃO: Este artigo serve apenas para fins informativos e não se destina a fornecer assistência médica. Este artigo possui autorização expressa do autor.

Sobre o autor

Eder Lima

Preparador Físico Particular e Consultor Técnico de Atletas de Alto Rendimento em Diversas Modalidades Esportivas; Consultor para montagem, organização e normatização técnico administrativa para academias; Consultor em Coaching Corporativo; Ex-docente em cursos de graduação, extensão e pós-graduação nas cadeiras de: Biomecânica, Cinesiologia, Musculação e Neurofisiologia. Pós-graduado em PREPARAÇÃO FÍSICA e MUSCULAÇÃO, UGF. 1994 portador do CREF. G/MG 01232.

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